MINHA BIO OU COMO CHEGUEI ATÉ AQUI?
Sou formada em jornalismo e psicologia pela UFRJ. Fiz uma especializaçao em análise reichiana pela Sociedade de Orgonomia e Vegetoterapia de São Paulo (www.sovesp.org.br) e em coaching integral pelo Integral Coaching Canada (www.integralcoachingcanada.com ). Minhas escolhas foram sempre movidas pela vontade genuína de contribuir para um mundo melhor, com mais sorrisos e menos sofrimento.
Meu avô materno foi minha maior inspiração. Cresci vendo ele trazer pra casa meninos de rua e oferecer, banho, roupa, comida, trabalho, colo, conversa. Ainda na faculdade me engajei em um trabalho voluntário na Rocinha e por 6 anos subia o morro pra ensinar e muito mais aprender com aquelas crianças.
Recebi um convite pra trabalhar com sustentabilidade. Meus olhos brilhavam e meu coração batia forte quando pensava naquela oportunidade de transformar o mundo pra valer. E por 12 anos trabalhei por esta causa em uma investidora em negócios sustentáveis. Mas sempre soube e disse que meu negócio era gente.
E meu trabalho era mudar a cabeça, o coração e consequentemente a prática dos gestores e equipes das empresas. Fazia o que eu sei fazer de melhor: trazia reflexão, conversas profundas, conexões, idéias novas, entusiasmo, transformação. Como eu amava o meu trabalho! E não fazia só isso, claro. Minha alma inquieta fazia todos os cursos, lia todos os livros, ia a todos os eventos, encontros e afins. Trabalhava no escritório durante o dia e à noite atendia como psicóloga no meu consultório. Mas, um dia, eu entrei em crise. De repente, faltava alguma coisa. Meu coração já não batia tão forte, eu acordava e queria estar em outro lugar. Mas onde? Eu não sabia, ainda. Lugar incomodo este do não saber. Sabia que amava as pessoas e que não queria jogar fora tudo o que eu tinha aprendido até ali.
A visão de que a sustentabilidade começava nas pessoas foi se fortalecendo e minha aposta na transformação do indivíduo me levou a buscar uma formação em coaching de um jeito bem empírico e não-convencional. Passei por processo de coaching com uma amiga que era uma coach experiente, e me descobri coach também. E comecei a atuar como coach dentro das empresas. Me sentia voltando pra casa. Afinal, ser psicóloga foi minha primeira escolha.
Inclui e transcende. Tudo o que eu queria ouvir. E assim reencontrei Ken Wilber, um psicólogo e filósofo contemporâneo, genial e difícil de definir. Eu encontrei uma citação dele que resume bem o que mais me atraiu: “Eu tenho uma grande regra: todo mundo está certo. Mais especificamente, todo mundo – eu incluso – possui alguns importantes pedaços da verdade, e todos precisam ser honrados, valorizados e incluídos em um abraço gracioso, espaçoso e compassivo.”
Um dia, num momentos de ócio e inspiração resolvi colocar no google as duas palavras que andavam enchendo o meu coração e minha cabeça. Integral e Coaching. E caí numa página que tinha textos maravilhosos sobre desenvolvimento humano. Joanne Hunt, fundadora do Integral Coaching Canada, é uma super escritora e a cada palavra que eu lia, meu coração falava: Yesssss!!!!!!!!!!!!!!!! Liguei pra ela imediatamente, sem sucesso. 15 dias depois eu ia embarcar pra São Francisco pra participar de um Congresso em Teoria Integral com pessoas do todo o mundo. E descobri que ela era uma das palestrantes. Seguia a Joanne e Laura para cima e para baixo, mega empolgada. Sem saber muito bem como eu ia fazer (porque eu não tinha grana e o curso era caro!) eu prometi pra elas e pra mim que eu ia fazer a formação. E 5 meses depois lá estava eu em Ottawa, Canada. Me formei Master Integral Coach em março de 2012 (depois de muitas idas e vindas ao Canadá, do nascimento da minha primeira filha e de muita “ ralação”) e a cada dia amo mais o que faço. Minha missão: aliviar o sofrimento humano.
RESUMINDO: MINHA FORMAÇÃO
JORNALISTA
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1996
PSICÓLOGA
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2000
ANALISTA REICHIANA
pela Sociedade de Orgonomia e Vegetoterapia de São Paulo em 2004
MASTER INTEGRAL COACH
Pelo Integral Coaching Canada, sediado no Canadá, em 2012
PROFESSIONAL CERTIFIED COACH
Pela International Coach Federation, sediada nos EUA, em 2012
CLIMATE COACH
Pelo Climate Change Coaches, sediada na Inglaterra, 2024
AUTOBIOGRAFIA: A IRA PELA IRA
Parte I:
Meu nome é Iranise, meu apelido Ira, o que sempre rende uma piadinha: não vai me bater, hein? Um dia, lendo uma revista na sala de espera do dentista descobri que em Tupi Guarani Ira significa mel. Pensei: perfeita expressão de mim. Doce e brava.
Fui olhar no dicionário e brava significa “ que afronta o perigo, corajosa”. Doce significa “ afetuosa”. Cada vez gosto mais do meu nome.
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Gente, eu sou determinada. Tenho fama de sempre conseguir o que eu quero. E descobri que minha paixão é ajudar os outros a fazerem o mesmo. Adoro ver o brilho nos olhos do outro quando consegue aquilo que é realmente importante pra ele, quando se sente feliz e pleno de si. Pego carona nesta sensação.
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Eu amo histórias, desde bem pequena adoro ouvir as histórias das pessoas. Aos 10 anos devorava um livro por tarde. Sempre me encantou ouvir a depiladora contando como descobriu que depilar era o que ela amava fazer, como o garçom mais polido e eficiente que eu já vi foi parar no interior do Maranhão, como a executiva virou professora de yoga.
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Eu busco conexão. Comigo mesma e com os outros. Adoro conversas. Especialmente as profundas e verdadeiras. Aquelas em que você sai diferente do que entrou, sabe? Transformado.
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Eu sou capaz de ver o invisível e dizer o indizível. Ouvir profundamente e atentamente, acolher luz e sombra, vejo e celebro a beleza da feiura e a força da fraqueza. E sobre dizer o indizível, acho que a verdade é mágica. E sou uma pesquisadora-arriscadora-aprendiz de como dizê-la e ajudar os outros a fazerem o mesmo.
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Acredito que todo mundo veio ao mundo com algo único e especial a oferecer e o melhor que podem fazer por eles mesmos e pela vida é expressar aquilo que são de verdade. E gosto de ajudar as pessoas a encontrarem e se conectarem com o que as faz únicas. Com o que realmente é importante para elas (na visão delas, claro).
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Minha missão é expressar a minha essência a serviço da vida a cada momento e em tudo o que eu faço. Claro que nem sempre eu consigo mas eu intento e vou indo.
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Meu lado B e como venho aprendendo a lidar com ele
Ah, faltou o meu lado B, né? Vou falar um pouquinho dele…
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Quanta intensidade: ai que cansaço! Esta intensidade toda, esta profundidade toda dá um trabalho também. E as vezes bate um certo cansaço disso, sabe? Venho aprendendo que nem tudo precisa ser tão profundo, nem toda conversa precisa gerar aquela conexão, relaxar, jogar conversa fora, falar de amenidades também é bom! Pega leve, Ira…
E quando exagero o que sinto, crio um certo drama, só pra ficar mais emocionante…
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Determinada ou obstinada?
Uma vez fiz um exercício interessante. Perguntei pra 5 pessoas que eu sabia que me amavam o que elas achavam que era uma qualidade muito minha, tipo única. Pra minha surpresa, todas responderam algo que no fim tinha a ver com determinação: vc sempre consegue o que vc quer. Mas o exagero disso se chama obstinação. E quem convive bem de pertinho comigo já me viu entrando nesse modo “ se não for assim , eu morro” de operar, né mãe? Muitos anos de trabalho interno depois e eu consigo viver a vida com mais leveza, colocando uma intenção e deixando a vida seguir seu fluxo. Ufa, é tão mais fácil!
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Eficiência, resultados: a garota nota 10
Costumo chamar esse jeito de “ garota nota 10”. Eu era muito boa aluna, estudava pra caramba e amava tirar 10. Primeira filha de seu Iran (aha, descobriram porque eu me chamo Iranise!), eu tinha que honrar a herança que ele me deixou: uma pilha de boletins com 10 de cabo a rabo. (ele não morreu, mas já me entregou!). E não é que eu tô sempre querendo tirar 10 em tudo. Legal, faço as coisas direito, com capricho, dedicação. E gero muitas coisas ótimas, pra mim, pro mundo…Mas as vezes querendo tirar 10 ( que pode ser várias coisas: a aprovação do outro, um ideal, algo que o outro tem e eu não, que o outro sabe e eu não… é sempre algo fora de mim) eu me atropelo. E dóóói!
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Maria Listinha
Meu marido me chama de Maria Listinha. Eu adoro chegar no final do dia e riscar item por item da minha lista. Delícia! Nem preciso dizer que eu faço muitas coisas. E que as vezes faço demais. Mas a cada dia aprendo o valor do não fazer. E aprendi que as vezes as coisas se fazem por si. O mundo acontece mesmo que eu não faça ele acontecer. Incrível! E delicioso poder aproveitar as pausas e saber que o mundo não depende só de você! Ufa!
Olha, gente, pra ser sincera eu podia encher mais algumas páginas falando do meu lado B. Porque com mais de 15 anos de terapia, e de tanto workshop, meditação e o escamabau, vou dizer que eu tenho anos de pesquisa e trabalho sobre ele (e descubro mais a cada dia). Mas acho que já deu, né?
Parte II:
Começando pelo começo, sou filha da Dona Nilma, explosão de alegria e fazedora de primeira, não pára nunca e está sempre pronta pra ajudar. Suas mãos de fada produzem os mais belos artefatos e são curadoras. E do Seu Iran (descobriu de onde veio o meu nome?), um cara mega inteligente (só tirava 10!) e lindo (príncipe encantado das 3 filhas). A simplicidade e a ética são marcas registradas. Amante de livros e filmes, guarda um segredo: é poeta, e é dos bons.
Sou carioca, daquelas apaixonadas pelo Rio. Sempre acordei cedo, fazia trilhas, caminhava na Lagoa, e curtia a praia enquanto meus amigos jornalistas ainda dormiam. A gente só se encontrava pra um almo-janta depois de aplaudir o por-do-sol em Ipanema. Eu amo a Natureza e o jeito que o Rio nos brinda a cada esquina com as paisagens mais fantásticas.
Me mudei pra Sampa aos 26 seguindo meu coração que batia forte pelo meu trabalho com Sustentabilidade. Demorou mas me encantei pela Paulicéia de amigos fiéis e queridos programas culturais maravilhosos, comida incrível e tudo o mais que você imaginar. Descobri Parques incríveis e virei frequentadora assídua da Praça Buenos Aires onde conheci e caí de amores pelo meu marido.
Sou mulher do Beto (suspiro…), com quem quero me casar nas próximas 10 encarnações ( se elas existirem, já sou a primeira da fila!) e mãe da Clara Luz e da Júlia Rosa, meu maior e melhor trabalho e minha maior diversão. Serzinhos de luz que espelham e oferecem tantas oportunidades de me re-criar. Lindo vê-las crescendo e revelando sua essência. É, a vida é bela e vale a pena!
Moramos numa cidadezinha linda, cheia de pessoas muito queridas e que a cada dia me encanta mais. Cheiro de mato, canto de passarinhos, cachoeira, o som do silêncio. Amigos, solidariedade, apoio mútuo, conexão, compartilhar.
